junho 7, 2018

A ñocha, uma planta endêmica do sul do Chile e ancestral da cultura mapuche, no início dos anos 2000 estava prestes a desaparecer. Com um uso não controlado e sem nenhuma iniciativa para replantá-la, a espécie estava em uma situação crítica.

Em 2005, um grupo de mulheres mapuche de Cañete começou a se organizar. Elas queriam recuperar uma de suas tradições históricas, mas não dispunham das ferramentas necessárias.

Como a primeira coisa a ser feita era salvar a ñocha, a CMPC, através da Forestal Mininco, colocou à disposição vários de seus profissionais e especialistas para conseguir recuperar a espécie e replantá-la.
Com essa missão cumprida, veio o segundo passo: as mulheres que trabalhavam com a ñocha precisavam se transformar em artesãs da ñocha.

Foram realizados cursos de capacitação, ateliês e organização para, após anos de esforço, criar em 2012 o grupo Ñocha Malen (ou “mulher da ñocha”).

Logo estas 15 mulheres artesãs de Huentelolén receberam o primeiro grande reconhecimento: o selo de excelência entregue pelo Comitê Nacional de Artesanato do Chile, que lhes permitiu fazer parte da PetLamp, uma organização que comercializa e promove artesanatos de povos originários do mundo todo.

E com uma fonte de renda estável e um trabalho organizado, veio o grande salto.